segunda-feira, dezembro 07, 2009

Japoneses terão que pagar por acesso a conteúdo premium no Twitter



O mercado japonês vai servir como teste pelo Twitter para avaliar a cobrança de acesso a conteúdo de contas premium que o microblog deseja fazer. O site de tecnologia TechCrunch aponta motivos que levam a crer que a iniciativa pode surpreender. Entre eles está o fato de os japoneses estarem acostumados a pagar por conteúdo e também porque o acesso a web móvel no Japão superar o fixo.


Os donos das contas Premium – trata-se de serviços de informação em tempo real que trazem fotos, mais textos, vídeos etc. – poderão cobrar pelo acesso a seus tweets através de cartão de crédito, pela conta do telefone celular ou pelo cartão pré-pago. Os usuários devem pagar entre 100 yen (cerca de r$ 2) e 1.000 yen (R$ 20). Trinta por cento da receita vai para o Twitter.


Serkan Toto, do TechCrunch, lembra que escrever em japonês permite incluir mais conteúdo no Twitter, já que o idioma ocupa menos espaço do que os caracteres romanos. Aliás, o japonês é uma das quatro línguas oficiais do microblog.


No Japão, o Twitter tem cerca de dois milhões de usuários. A maioria, de acordo com a Digital Garage, que administra o microblog por lá, acompanha a vida de celebridades. O foco poderia ser justamente notícias envolvendo famosos.

Nossos Links de especialidades aqui.

Orkut já não é a mídia social mais usada no Brasil


Enquanto a maioria das pessoas gasta tempo comparando o Orkut com o Facebook, a empresa de pesquisas e monitoramento na internet E-life e a InPress Porter Novelli, compararam todas as ferramentas consideradas de mídia social. E a descoberta é que o Orkut não é mais o rei absoluto no Brasil.

Os quase 1 300 usuários entrevistados disseram que acessam o Twitter de sete a cinco vezes por semana, contra quatro a duas vezes semanais o Orkut. A pesquisa ressalta que além do acesso em casa e no trabalho, 43% dos entrevistados já acessam também a internet via celular, por meio das redes 3G, WAP ou Wi-Fi.

Segundo lugar no tempo de uso dos internautas, o Orkut ainda é a rede social com mais cadastrados no Brasil -- 89,6% dos respondentes têm conta no Orkut. O Twitter é o segundo colocado, com 80,1%, o YouTube o terceiro, com 79,6% e apenas 57,6% dos entrevistados tem conta no Facebook.

Cada rede social, no entanto, parece ter uma função definida na rotina dos usuários. O Twitter, de acordo com 70% dos respondentes, é usado para leitura de notícias. O Orkut serve para contato com os amigos (segundo 86% das pessoas ouvidas) e o YouTube para passatempo e diversão (89,6%).

Para Alessandro Barbosa Lima, CEO da E.Life, essa diferenciação é interessante porque muitas empresas usam abordagens semelhantes para redes sociais, mas dificilmente uma só estratégia vai funcionar para todas elas. ''As redes são usadas para finalidades muito diferentes e não uma abordagem para cobrir tudo'', diz.

Por: Luiza Dalmazo

Conheça os domínios que a On3W está se preparando para lançar.

O gerente de projeto não faz milagre



Nos sites sites de empregos, principalmente focados em TI, há uma crescente procura por gerentes de projeto. Especialmente os que têm experiência em processos e metodologias.

Mas a sua empresa está preparada para receber alguém assim?

Imagine trabalhar com alguém que espera um fluxo claro de trabalho, uma troca de informações e jobs por meio de um sistema específico, controle de horas, servidores de arquivos, etc…

Isso tudo não é papel do gerente de projeto providenciar, e sim, da sua empresa.

O que está surgindo no mercado é uma confusão entre as áreas de Projetos e Operações. A primeira só terá sucesso quando a segunda conseguir estabelecer uma linha consistente de trabalho.

Por exemplo:

* Sua empresa possui um servidor para armazenamento de arquivos? Ele possui um sistema para controlar as versões destes arquivos?
* E como é o processo de troca de informações entre as áreas? Existe uma intranet para documentar as solicitações e atividades?
* Os seus projetos e vendas estão ligados ao Financeiro para ter um controle preciso dos gastos e lucros?
* Você trabalha com templates de documentos ou cada um cria o seu próprio?
* Existe algum controle ou sistema de alocações de recursos?

Se sua resposta foi “não” para as questões acima, é melhor repensar no rumo das coisas.

O gerente de projeto pode auxiliar com algumas questões, principalmente sobre processos. Mas a operação deve ser vista por uma área própria para isso, interligada com outras, como Infraestrutura e TI.

O que você deve se perguntar principalmente é: “Sua empresa está preparada para arcar com os custos dessa mudança?”.

Não veja isso como algo negativo, mas sim como uma ponte para um futuro organizado e controlado, que forneça as informações necessárias para planejar novas ações, e com isso, aumentar mais seus lucros.

O objetivo desse artigo é mostar que mesmo tendo certificados e uma vasta experiência, o gerente de projetos não pode ser considerado um salvador da empresa, ou que ele revolucionará o modo atual de como as coisas fucionam. Sua função é fazer com que as coisas caminham seguindo uma metodologia, utilizando as ferramentas e plataformas fornecidas pela empresa

Por Alexandre Ibáñez Gómez

Quer investir em mídias sociais? Seja relevante

Todo mundo fala em revolução da mídia social, mas será que os profissionais de criatividade realmente têm noção do quanto nossa vida mudou e o nosso tempo encurtou? Não adianta investir só para estar na moda.

Mídias sociais. Tema assunto do momento, ainda traz mais questionamentos do que respostas. E destas poucas, a maioria especula sob o mote: “vivemos uma revolução, então pouco se sabe quais os padrões que serão adotados no futuro. Muita coisa ainda está por vir.”

Sim, muita coisa ainda está por vir. Mas o que notamos visivelmente é o posicionamento tomado após tal desculpa: o planejamento feito para a tal da mídia social é inexpressivo, como se estivesse ali porque precisa existir, na base do “hoje em dia não pode faltar”.

Tenho a honra de estudar com uma professora que é mestre em história da comunicação. Seu nome é Jurema Brasil. Em uma de suas muitas aulas, ouvi uma teoria muito interessante do modo de vida com o qual estamos aprendendo a lidar: ela compara nosso período com a Renascença.

Obviamente não em questão de estética, arte e novos inventos. Mas em evolução da ciência, renovação das idéias, valores e, principalmente, da quebra de antigos paradigmas e a construção de outros – novos em folha – só esperando para serem desenhados pela mão de todos nós; a sociedade.

O mundo, que até o feudalismo era regido sob a esfera religiosa, ganhou nova forma com o advento da modernidade após o Renascimento. Nela, a esfera dominante foi a política. E assim chegamos até a Segunda Grande Guerra e a pós-modernidade. O mundo começava a ser regido pela esfera econômica.

E, com o acúmulo de bens em maior distribuição (onde a publicidade tem papel fundamental), um universo começou a ser criado em paralelo: o universo íntimo-pessoal.

É aí onde estão guardados seus valores religiosos e políticos, suas opiniões sobre temas polêmicos e tudo o que diz respeito a você e o que você gosta.

Tempo curto

Saindo do âmbito sociológico, quero talvez levantar uma questão um quanto tanto perturbadora.

Como anda seu tempo?

Você tem tempo para fazer tudo o que deseja, seus dias passam em uma velocidade tranquila, parece que está tudo em flat mode? Se sim, considere-se muito afortunado.

A grande maioria das pessoas que conheço está sempre em uma batalha travada contra o tempo. E não me refiro a atrasos, muito pelo contrário: a pontualidade nunca foi tão exigida. O fato é que a sociedade vive uma nítida impressão de que as horas sempre passam “voando”, e sempre fica alguma coisa para fazer depois. Aí entra a questão: será mesmo só impressão?

A definição é conhecida: o tempo é uma medida de espaço. Tente abstrair-se do conceito de horas; isto é apenas uma régua inventada. O ato de medir o tempo nos primórdios era baseado em observar a sombra do sol projetada. Ou seja, media-se o espaço que a sombra percorria.

Agora, pense na evolução da comunicação (ela é um reflexo da evolução antropológica). Após a comunicação primária (a fala, face-to-face) e a secundária (imprensa), o mundo sofreu a revolução midiática pelo audiovisual.

Antes mesmo do audiovisual, pense como a comunicação era disseminada: o homem em seu cavalo levando uma mensagem a outros reinos; levava dias, meses. Séculos depois, o telégrafo tinha um delay para o recebimento da mensagem.

E podemos assim citar tantos outros meios de comunicação ao longo dos séculos. A informação demorava a chegar. Mesmo a TV, se a notícia passasse pelo crivo do gatekeeper. Com a internet, o tempo de espera da informação foi reduzido ao mínimo possível.

Então, pessoas que obtêm respostas mais rapidamente tomam decisões mais rapidamente.

Tomando decisões mais rapidamente, terminam seus projetos mais rapidamente. Terminando seus projetos mais rapidamente, abraçam novos projetos e fazem mais coisas.

Com essa cultura do imediatismo, não deixamos de lado nossos sonhos e afazeres pessoais. E assim nossa agenda está sempre lotada. Complete com a faculdade ou a pós, a casa, a família e a namorada.

O tempo parece estar curto ou nós realmente o encurtamos?

Se tempo é uma medida de espaço e espaço igual à distância, com a internet encurtamos a distância (procure por termos como destempo e desespacialização) e consequentemente encurtamos o tempo.

Vivemos um período de descentralização. De poder e de coleta de informação, agora precisamos decidir o que fazer com isso. E, a mídia social veio para isso. VOCÊ constrói uma rede de pessoas com interesses comuns. E a distância não é, literalmente, nenhum empecilho. Pelo contrário, enriquece a troca cultural.

Agora que as peças estão na mesa, começamos a montar o enorme quebra-cabeça que é a “revolução da mídia social”.

Só no Brasil

• Orkut - 35 milhões de perfis ativos (Comscore)
• Média de navegação por usuário em mídia social - 4h/mês (Comscore)
• 87% dos brasileiros online estão o Orkut (Comscore)
• 17% dos internautas criam blogs ou sites (Cetic.Br)
• 51% dos internautas residenciais lêem blogs (Ibope/NetRatings)
• 5 milhões de perfis no Twitter (Info)
• 74% dos internautas do Brasil assistem vídeos online (Cetic.Br)
• 15% fazem uploads de vídeos (Cetic.Br)
• 43% ouvem rádio em tempo real (Cetic.Br)
• Facebook 2,7 milhões perfis de brasileiros (Ibope/NetRatings)

Certo. Agora enxerguemos a mídia social com um olhar um pouco diferenciado.

Não é nenhuma novidade, o conceito das premissas básicas do posicionamento corporativo em redes sociais. Vou ressaltar alguns, em resumo, para quem talvez não tenha visto:

A influência da mídia na escolha pessoal

Premissas:

#1 – O FOCO da rede social é a pessoa.
#2 – O tratamento com seu consumidor é baseado em um diálogo e não mais naquele velho monólogo de sempre. Ouça, entenda, responda.
#3 – Faça seus consumidores te amarem ou te odiarem. Mas não os deixe indiferentes.
#4 – Entenda que você estará gerenciando o risco da marca, e esta ficará imortalizada na internet. O que pode ser muito bom como o caso da Dell e do Starbucks. Ou, muito ruim, como o caso da Domino’s Pizza e KFC.
#5 – Saiba trabalhar as redes com o enfoque correto, assim sua comunicação será mais assertiva.

Exemplos de mídias para quem quer:

Se Comunicar

Blogs: Blogger, Wordpress
Microblogs: Twitter, Pownce
Redes sociais: Orkut, Facebook, LinkedIn, MySpace, Drimio
Eventos: Upcoming

Colaborar

Wikis: Wikipedia
Social bookmarking / Agregadores de sites: Del.icio.us e StumbleUpon
Social News ou crowdsourcing: Digg, Reddit, EuCurti, Rec6
Sites de opiniões: Epinions

Multimídia

Compartilhamento de fotos: Flickr, Zooomr
Compartilhamento de vídeo: YouTube, Vimeo
Livecasting ou transmissão ao vivo: Justin.tv
Compartilhamento de música/áudio: imeem, Last.fm

E, finalmente o que fazer e o que não fazer quando se planeja ações em mídias sociais:

O que fazer

Produzir conteúdo RELEVANTE
Ser transparente
Disseminar de forma inteligente
Ouvir os clientes
Interagir/relacionar-se
Estar pronto para críticas

O que não fazer

Enganar pessoas
Criar perfis falsos
Enviar spams
Comprar opinião

Outros dados sobre a internet no Brasil

Tem 64,8 milhões de usuários (um terço da população), onde 20,1 milhões são usuários que acessam à internet em suas casas. E destes, 82% utilizam banda larga. Tem como tempo médio gasto com navegação por mês 24 horas e 41 minutos (Setembro 09)

Tem 50% dos internautas utilizando cartão de crédito em suas compras. Tem 79% de usuários que fazem compras online. Teve em 2008, R$ 8,2 bilhões em vendas por e-commerce.

Segundo o Ibope / NetRatings, 76% dos consumidores não acreditam que a publicidade tradicional fale a verdade. E, campanhas partindo de mídias sociais podem ter um impacto 500 vezes maior se as mesmas partissem dos sites da empresa.

Os dados estão aí, de bandeja, e não há porquê menosprezar o potencial desta ferramenta que já devia há muito ter saído do status de novidade e se transformado em um canal completo de marketing.

Digo completo porque não se trata de um veículo comum. Existem ferramentas muito robustas no âmbito de mensuração e gerenciamento. Não tem desculpa para explorar, pois até análises e insights podem ser obtidos por algumas plataformas muito inteligentes.

Também, não se trata apenas de posicionamento online; a autenticidade do seu posicionamento nas mídias sociais deve ser refletida no off-line. E, as ferramentas também estão aí para cruzar os dados online e off-line e chegar o mais próximo possível do marketing 360º.

Para finalizar, gostaria de deixar explícita a minha idéia aos criativos:

Senhores diretores de arte e redatores, pensem na mídia social! Utilizem-na como uma nova interface de seus trabalhos, explorem suas particularidades e busquem diferenciais para a criação. É a hora de inovar, de crescer e marcar seu espaço!

Redatores, enxerguem nos míseros cento e quarenta caracteres, 140 oportunidades.

É uma revolução não só no modo agir e pensar, mas também de como transmitir idéias.

Lembrem-se, o sucesso de sua campanha agora é relativamente proporcional ao quanto ela é relevante para seus consumidores

Por Marcelo Mendonça Godoy

Comércio eletrônico não tem crise financeira



Retrospectiva do setor revela crescimento ainda maior nas vendas, fruto de investimentos, gerenciamento de riscos, especialização em segmentos específicos e até mesmo redução do IPI. Informática e eletrodomésticos entre os mais vendidos.

Se a situação financeira mundial preocupava diversos setores da economia desde o final de 2008, o mesmo também ocorria com o comércio eletrônico. Esta apreensão foi, porém, bastante amenizada com a ajuda do governo brasileiro, quando anunciou, por exemplo, redução de IPI para eletrodomésticos, fomentando as vendas.

Somente em compras realizadas pela internet, foram movimentados R$ 4,8 bilhões neste primeiro semestre, um aumento de 27% em relação ao mesmo período de 2008, de acordo com a 20ª edição do Webshoppers.

Outros fatores que motivaram este bom momento para o e-commerce foram a maior confiança e satisfação do consumidor com os serviços oferecidos pelas lojas virtuais. Atualmente, mais de 15 milhões de pessoas já tiveram pelo menos uma experiência de compra pela internet. Em um mercado tão dinâmico e competitivo como este, as pessoas buscam e optam pelas melhores ofertas, condições de pagamento e nível de serviço.

Um ponto nesta movimentação que contribui para a crescente audiência é a inovação dos buscadores e comparadores de preço, que de maneira democrática alinham as ofertas de grandes e pequenos, possibilitando que o consumidor tome sempre a melhor decisão de compra.

Os internautas estão cada vez mais informados e orientados a fazerem uma compra com segurança. A implementação de novas ferramentas gerenciadoras de pagamentos online e de prevenção à fraude trouxeram uma segurança extra, tanto para clientes quanto lojistas, potencializando as oportunidades para lojas de pequeno e médio porte.

Este gerenciamento de risco em transações de compra não-presenciais, aliado à especialização de pequenas e médias empresas em um segmento específico, dividiu o foco dos consumidores mostrando uma tendência de descentralização no setor.

Segundo o levantamento da e-bit, as dez maiores empresas do varejo eletrônico perderam uma fatia de 2,3 pontos percentuais no mercado, enquanto o chamado “long tail”, que engloba as pequenas e médias, ganhou 1,6 ponto percentual em participação no comparativo do 1° semestre de 2009 em relação ao 1° semestre do ano passado.

Outra boa surpresa foi o tíquete médio elevado, cerca de R$ 323 na primeira metade deste ano, consequência da preferência dos consumidores por produtos de maior valor agregado, como Informática e Eletrodomésticos, terceira e quarta categorias mais vendidas na web.

A expectativa agora fica por conta do segundo semestre de 2009, que geralmente representa 55% do faturamento anual do canal. O período deve trazer números expressivos, já que temos ainda pela frente o Natal, datas que aquecem muito o comércio em geral.

Esperamos fechar o ano com boas notícias e a estimativa é a de que no período entre julho e dezembro, as lojas virtuais atinjam R$ 5,8 bi em vendas de produtos (excluindo passagens aéreas, automóveis e leilão virtual).

Se os lojistas derem continuidade ao investimento em novas ferramentas para atrair a atenção dos consumidores e conquistar ainda mais a confiança destes, devemos chegar ao final de 2009 com mais de 17 milhões de pessoas com pelo menos uma experiência de compra a internet.

Por Pedro Guasti

terça-feira, novembro 24, 2009

PayPal abrirá escritório no Brasil



O PayPal está de olho no Brasil. O diretor de estratégia da empresa, René Pelegero, afirmou durante uma conferência de comércio eletrônico, em São Paulo, que a empresa abrirá um escritório no País.

Mais: quer que o Brasil seja a sede da empresa na América Latina. Segundo ele, hoje dois mil brasileiros utilizam o serviço de pagamentos online. O PayPal é utilizado por 13% dos internautas brasileiros na hora das compras. “Não dá para ficar alheio a esses números”, disse Pelegero.

Não há, porém, data para abertura da sede. O PayPal permite que o usuário faça compras no cartão de débito, crédito ou boletos bancários sem ter que informar o número da conta. Lançado em 1998, o serviço foi comprado pelo eBay em 2002. Já funciona em 190 países, com transações em 29 moedas – entre elas, o real.

Por Tatiana de Mello Dias

Como monetizar seu post no Twitter





Em poucas horas, nosso amigo conseguiu vender R$ 2,2 mil com apenas um post e garante que você também consegue. Um case de vendas com dicas sobre como fazer um bom post no Twitter a partir de melhores práticas.

Eu tinha pouco mais de 3600 seguidores na época que fiz esta experiência com o AdBird. Boa parte deles se interessava por ítens de cultura nerd como eletrônicos, Star Wars, quadrinhos, fantasia medieval.

No fim de uma noite postei no meu Twitter a mensagem abaixo.




Algumas horas após ser publicada, a mensagem teve dezenas de retwitts, vendeu 81 kits com a coleção completa e gerou mais de R$ 2,2 mil de faturamento para o e-commerce. E as vendas continuaram nas horas seguintes.

Por que houve sucesso instantâneo? Como replicá-lo em outras mensagens e conseguir este nível de engajamento e participação com seus seguidores?

Comece com o link

Colocar o link no início do twit ajuda a preservá-lo caso sua mensagem seja cortada ao ganhar vida nos RT’s da comunidade. Se alguém corta um pedaço da sua frase, mas mantém o link intocado, os usuários ainda podem ver a página que está sendo divulgada. Um link cortado pela metade, por outro lado, levará o usuário a uma página com erro, gerando frustração.

Linkar é importante. Se você pretende divulgar algo no twitter, dificilmente seu conteúdo irá caber, com detalhes, em 140 caracteres. É importante haver uma página na web com mais informações, pode ser um post de blog, vídeo, imagem ou texto.

Após criar seu link, encurte-o. Há inúmeras ferramentas pra isso, como migre.me, bit.ly, j.mp, tinyurl.

Após colocar seu link no início da mensagem, descreva o que o usuário irá encontrar. Twitts que são apenas endereços soltos geram frustração e desconfiança. Uma simples descrição do conteúdo do link resolve o problema.

Deixe espaço para RT

O retwitt, ou RT, é a pólvora da viralização no Twitter. Potencialize a viralização criando twitts curtos.

Crie uma mensagem mais curta que os 140 caracteres máximos do Twitter. Por exemplo, o trecho “RT @marcogomes: ” tem 17 caracteres. Portanto, procure sempre tuitar em 120 caracteres ou menos, deixando espaço para as pessoas retuitarem.

Menos é mais, inclusive em plataformas já ‘mínimas’ como o Twitter. Se você puder tuitar com apenas um link e duas palávras, ótimo. Deixe espaço para seus seguidores complementarem a mensagem com a opinião deles. É muito comum encontrar twitts onde o que está antes de “RT” é uma opinião de quem está retuitando.

Seja significativo nas duas primeiras palavras do seu twitt. Evite começar com “como”, “ontem fui”, “acabo de ver”, “só pra avisar que”, “eu acho que”, “amanhã tem”. Começar sendo significativo, logo após do link, vai aumentar sua chance de ter atenção.

Usuários enxergam 2 palavras em ítens que estejam listados. Eles vão enxergar um pouco mais se as palavras seguintes forem curtas. E somente a primeira palavra se forem longas. (Jakob Nielsen)

Use CAPS LOCK a seu favor

Caixa alta em palavras que mereçam destaque no meio do texto pode ajudar.

Não coloque tudo em caixa alta, a massa de caracteres gritantes vai ser ignorada inconscientemente pelo usuário, como comprovado por Nielsen em Fancy Formatting: Fancy Words = Looks Like a Promotion = Ignored.

Recomendo usar caixa alta em nomes de cidades, políticos, celebridades e pessoas públicas, empresas muito conhecidas e todo tipo de entidade pública/famosa.

Não caia na tentação de colocar caixa alta pra afirmar sua opinião, como em “NÃO”, “SABIDAMENTE”, “ROUBO”. Você só vai poluir a mensagem e passar uma idéia de spammer parecida com a de colocar tudo em caixa alta.

Coloque o máximo de informação possível no seu twitt, facilitando a decisão “devo clicar neste link?”. Lembre-se de deixar espaços para RT’s, conforme mostramos há pouco.

Se for um evento, coloque cidade, dia, hora, local. Esta é a melhor ordem, pois caso o evento seja interessante, a pessoa primeiro vai avaliar se o evento é em sua cidade, depois verificar o dia e hora, por último verificar o local exato.

Para conteúdos, descreva o tema e se possível coloque o autor e destaque uma opinião importante sobre o assunto.

Associe uma hashtag

Associar uma hashtag ao seu conteúdo pode ajudar usuários a prolongar a discussão sobre o tema fora do RT. A hashtag também vai facilitar seu trabalho de verificar o que foi escrito sobre o tema.

Pra quem veio do Orkut, as hashtags são como os tópicos de discussão em uma comunidade. Hashtags são palavras precedidas de #, como #fail ou #apagao. Foram criadas pra agrupar assuntos postados por diferentes usuários.

Peça RT com gentileza

Suas chances de ser retuitado aumentam se você pedir gentilmente.

Adicionar “RT pls”, abreviação de “retwitt please”, no fim da sua mensagem, vai virar a chave do “ajude um amigo” em alguns de seus seguidores. Eles vão retuitar só pelo prazer de te ajudar.

Poste a mesma mensagem mais de uma vez ao dia. Repita sua mensagem durante o dia, dificilmente um usuário ativo irá vê-la mais de uma vez mesmo que você a repita 10 vezes em 24 horas. A velocidade do Twitter te protege de ser visto como um spammer, desde que você se comporte com moderação, claro.

Decaimento da taxa de clique: tempo no Twitter passa dez vezes mais rápido que no e-mail. (Jakob Nielsen)

No Twitter, sua mensagem vai envelhecer muito mais rápido do que em qualquer outro meio. A partir do momento em que ela sai do timeline inicial de quem lhe segue, seu twitt estará morto. Usuários ativos do serviço costumam seguir entre 100 e 500 pessoas. Com isso a considerar, seu twitt morrerá em alguns minutos.

Twitter é muito mais que uma só mensagem

O objetivo desse texto não é ensinar um usuário a ganhar relevância no Twitter, só quis listar algumas boas práticas pra redigir um twitt eficiente, em menos de 140 caracteres.

É importante salientar que ser um usuário ativo e respeitado é muito mais que ficar tuitando uma única mensagem repetidamente. Você deve escutar antes de falar, responder seus seguidores, respeitar a meritocracia informal da Internet, ser interessante e relevante.

Por Marco Gomes

Entrevista: Pedro Markun, do Transparência Hack Day



O analista de mídia social Pedro Markun ajudou a organizar o Transparência Hack Day, evento que reuniu programadores e idealizadores em São Paulo para buscar soluções de gestão pública através da web 2.0.

Para os programadores, qual o desafio de desenvolver esse tipo de ferramenta?
É bem comum, entre quem programa por prazer, ficar horas tentando resolver um probleminha. Ao colocar os programadores em contato com pessoas que têm outras visões, o desenvolvedor ganha uma outra concepção dos fenômenos e destina aquela energia pra algo produtivo.

É uma expressão de cidadania aplicada à web?
Sim. A cultura hacker, que está na essência do bom programador, não tem limitação por si. Você pode montar e desmontar qualquer coisa. Quando você adiciona a prática de cidadania, reveste isso de algo mais significativo.

Qual o papel da API aberta e dos ambientes colaborativos?
É a estrutura condicionante que permite que esse processo aflore. Essa interação só é possível porque temos um amplo calço formado por software livre e API aberto.

Como trazer mais pessoas ‘comuns’ para participar desse movimento?
É preciso sensibilizar as pessoas para a responsabilidade delas com relação à política pública. E ao produzir soluções que levem essa informação para o público final, a pessoa se dá conta de que é possível interferir nesse processo.

Você acha que esse tipo de “política 2.0” vai se tornar comum ?
O que eu vejo acontecendo é que a fronteira entre técnico e processo comunicacional está se esvaindo. A ferramenta de blog era algo complexo e já foi apropriada por todo mundo.

Qual o interesse do poder público na construção de ferramentas assim?
Mais do que interesse, é um dever do Estado fornecer essas informações. Quando um governo abre a API, ele está dividindo a responsabilidade de melhorar esse 'software' com toda a sociedade.

Quando hackers mostram o rumo



Com um olho na transparência e o outro na participação, governos abrem suas bases de dados para que todos mexam na forma que as informações e os serviços chegam à população.

Linus Torvalds, o criador do Linux, é considerado um dos maiores hackers de todos os tempos. É que, ao contrário do que se pensa, o hacker não é aquele programador mal-intencionado, que rouba senhas de banco ou cria vírus. Na origem, o termo designa o desenvolvedor que cria um software e abre seu código para o mundo. Demorou alguns anos, mas os governos ao redor do mundo estão, eles mesmo, se tornando hackers, disponibilizando bancos de dados para programadores interessados em criar sistemas que usem essas informações.


Agora, desenvolvedores, comunicadores e cientistas sociais estão usando aplicativos de web 2.0 com API aberta, como o Flickr e o Google Maps, para cruzar com dados governamentais e dispôr outro olhar sobre o que outrora eram só uma lista de números sem sentido. Crowdsourcing é como é chamado esse modelo de construção de ferramentas, que usa inteligência e mão-de-obra coletiva para encontrar soluções para problemas e criar novas tecnologias.


Esse movimento de cidadania 2.0 pode criar sistemas úteis para análise de dados de interesse público, como o tr3e, que compara em um mapa três modelos de metodologia de coleta de dados de desmatamanto do INPE. “Eu ficava confuso quando via os números, todos diferentes entre si, então tive essa ideia”, disse Thiago Carrapatoso, o idealizador do projeto. O tr3e só pode ganhar vida depois que Carrapatoso conheceu dois programadores que gostaram da ideia no Transparência Hack Day, um dos eventos que reúnem ideias e idealizadores.


No Brasil, esse processo está engatilhando. Recentemente, o governo federal convocou programadores interessados a investigar se é possível fraudar as eleições por meio de manipulação do sistema das urnas eletrônicas. Além disso, o Governo do Estado de São Paulo está desenvolvendo um projeto chamado de Governo Aberto, que tem por objetivo disponibilizar bases de dados e indicar aplicativos feitos com essas bases pelos programadores.

Por Ana Freitas

sexta-feira, novembro 13, 2009

iPhone + Livro

É, isso mostra que não há limites com nossa tecnologia... e é irreversível.



Abrasssssssssssssss!

Marcelo Guernieri
www.on3w.com.br

quarta-feira, novembro 11, 2009

Criatividade em comercial Subaru


Cada vez que ligo a TV, raras às vezes, vejo que tem produtos que copiam fórmulas e apenas riscam a check list da propaganda. Cerveja é algo assim: verão, bikini, praia e muito sol. Carros idem: carro sem motorista, estradas sinuosas e inúmeros acessórios são mostrados em siglas incompreensíveis, talvez uma forma de se diferenciar e evitar comparação.
Porém sempre há alguém que arrisca e tenta algo diferente. Dessa vez a Subaru, mais uma montadora japonesa, se posiciona de modo diferente em relação as propagandas de carro.
Fonte: Updateordie

Abrasssssssssssssss!

Marcelo Guernieri
www.on3w.com.br

Otimização de sites - SEO: http://www.chronosmail.com.br/criacaodesite/2009/11/seo-otimizacao-de-sites-mix-9000/

sexta-feira, novembro 06, 2009

E as redes sociais vão muito bem, obrigado. Crescimento é de 8%



Hoje, 19% dos usuários de internet afirmam que usam o Twitter, Facebook ou outro serviço parecido para compartilhar e receber informações. É o que revela pesquisa da Princeton Survey Research International, indicando crescimento de 8% das mídias sociais em comparação com dados de abril deste ano e dezembro de 2008. Os resultados do estudo, que entrevistou cerca de 2 mil adultos, correspondem às expectativas de sites como o Twitter - que espera reunir 25 milhões de usuários até o fim do ano e 100 milhões até o final de 2010. A pesquisa também concluiu que os usuários do Facebook estão ficando mais velhos - a média de idade é de 33 anos (em maio de 2008 era 26), enquanto que, para o Twitter, é de 31.


Por Deborah Schach

Seu cliente ainda acredita que a internet é o futuro?



Recentemente um amigo visitou um cliente, que disse: “eu preciso entrar na internet, pois ela é o futuro…”

Rapidamente perguntei ao amigo se ele concordou com o cliente - e ele disse que sim. Eu discordo, pois na minha opinião a internet não é o futuro.

Para começar a defender a minha teoria, vamos analisar. Você, amigo leitor, está lendo esse artigo em um site, certo? Com certeza você deve ter um e-mail, ou até dois, sendo o seu pessoal e o da empresa, há pelo menos uns cinco ou seis anos; quando você tem que ir a um lugar e não sabe como chegar, recorre ao Apontador ou ao Google Maps. E com certeza você viu – ou tentou ver – o vídeo da Cicarelli no YouTube.

Deve também conversar com seus amigos muito mais pelo MSN e e-mail do que pelo telefone, acompanha as notícias pelo G1, UOL, Terra; provavelmente nem deve mais assinar o jornal pois lê as notícias nesses portais; posso arriscar até mesmo que você tem um perfil no Orkut e no Twitter. Logo, querendo ou não, você está inserido no mundo digital há mais de cinco, seis anos, certo?

As marcas também. Por mais que elas tenham apenas um website, versão web 0.0 ou 1.0 – e acreditem muitas ainda são assim – elas estão na internet há mais tempo ainda. O UOL já tem bem mais de 10 anos, por exemplo, e foi um dos primeiros portais de notícias no Brasil, vencendo a “bolha” e até mesmo a investida sem sucesso da AOL, gigante americana que está pior a cada dia.

Se uma marca acredita que não está na web ou em redes sociais, basta ela ir no Orkut e pesquisar seu nome. Com certeza haverá uma comunidade em volta dela ou de um produto – mesmo que uma comunidade feita por funcionários da empresa.

Então a afirmação “a internet é o futuro” ainda vale? Não creio!

Eu diria que o futuro passa pelas redes sociais, mobile, games, IPTV, TV digital, convergência total de mídias, Kindle… esse é o futuro, a internet não! Ela é a base para tudo isso, o elo do usuário com as plataformas, é a principal revolução na comunicação mundial. Mas já não é mais o futuro - é o presente! Internet é o futuro pode ser uma frase de 1999, 2000, 2001. Em 2009 não!

Infelizmente algumas empresas e marcas ainda não abriram os olhos para isso.

Recentemente eu dei uma palestra sobre planejamento estratégico digital, onde abri perguntando: - Você ficaria fora de um mercado com 66 milhões de potenciais consumidores com penetração em 88% na classe AB?

Todos na palestra responderam que não, mas a verdade é que muitos gestores de marketing e marca ficam.

Por medo? Insegurança? Por que acham que internet é coisa de “moleque que fica marcando balada”? Talvez; cabe a cada agência entender a cabeça do seu primeiro consumidor – o gestor de marketing – para mostrar a ele a importância da web no planejamento estratégico digital de uma marca.

Pensar hoje em construção de marca sem pensar em web é dar um tiro no pé, mas muitas marcas ainda o fazem e estão perdendo terreno para a concorrência. Em cada segmento de mercado há sempre uma pessoa que acredita na web e quer levar sua marca para lá - e essa pessoa vai dominar o terreno em pouco tempo. E depois fica difícil correr atrás.

Talvez seja o futuro no quesito de consumo de mídia e informação. Acredito que em cinco anos, as pessoas assistirão mais TV via web do que nos aparelhos tradicionais, lerão mais notícias em portais do que em revistas e jornais – aliás, esse fenômeno já começa a acontecer, basta ver que o NY Times, um dos maiores e mais importantes jornais do mundo está em dificuldades porque os americanos não compram mais o impresso, leem apenas a versão digital.

Blogs e Twitter estão se tornando referência de notícias e em breve vão superar até mesmo os sites do jornais e revistas; até as rádios procuram formas de ir para o mundo online e lucrar com isso.

Em resumo, internet não é o futuro. Ela é o presente. Clientes com essa mente precisam de mais pesquisas, dados e informações para mudar sua visão. É preciso – e aí vem o trabalho do profissional de planejamento estratégico digital – mostrar ao cliente que a web é algo extremante importante e também mostrar como construir e trabalhar essas marcas na web - pois apenas colocá-la na web e não trabalhar não adianta em nada!

Por Felipe Morais

Criacao de site: http://criacaodesite.on3w.com.br

Nivel laser - trena laser

sexta-feira, outubro 30, 2009

Já viu a tela de fundo do site da On3W?


Uma forma encontrada pelo pessoal da On3W para proporcionar uma maior interação entre a produtora e os nossos clientes e amigos foi promover em algumas datas comemorativas a exposição de temas, fotos e ilustrações no plano de fundo do site.

Acompanhe as mudanças. A primeira é em homenagem ao Halloween

toc, toc, toc...... Trick or Treat?

Fecomercio aponta que 54% dos e-consumidores abre spam.

A Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) ouviu mil consumidores paulistas na tentativa de mapear as fraudes eletrônicas. O levantamento descobriu que 54% dos entrevistados se interessam por produtos anunciados em mensagens chegam a seus correios eletrônicos por meio de e-mails em massa. "Se existe o envio de spam é porque existe demanda", justifica Renato Opice Blum, presidente do conselho de tecnologia da informação da associação.

O levantamento apont ainda a que fraudes via internet preocupam 57% dos entrevistados. Outros receios relacionam-se a ver o produto comprado pessoalmente (29%), impacto da taxa de frete na mercadoria (5%) e disponibilização de dados pessoais (2%). Do total, 76% dos consumidores afirmaram que utilizam software para evitar captação de senhas ou bloqueio de invasão.

O estudo revela que 14% dos entrevistados já foram vitima de algum crime virtual. De acordo com a pesquisa, a principal fraude relatada pelos entrevistados refere-se ao desvio de dinheiro de contas correntes, com 37% dos casos. Em seguida aparecem às compras indevidas com cartões de crédito (24%), uso de dados pessoais (19%), clonagem de páginas pessoais (10%), pagamento e não recebimento do produto (5%), roubo de senhas (3%), propaganda enganosa (1%) e empresa fantasma (1%).

O uso do e-commerce revelou-se uma prática comum para 59% dos ouvidos na pesquisa, que optam pela internet para fazer compras devido a praticidade da ferramenta e atratividade do preço.


por Felipe Dreher

Empresas têm como saber o que seu consumidor quer por meio da web 2.0

Muitas empresas já estão nas redes sociais interagindo com seus diferentes públicos de forma inovadora Outras empresas, especialmente de setores B2B, ainda não aderiram à comunicação direta por meio da web 2.0.

Todavia, muitas das empresas que preferem ficar de fora desse turbilhão desregrado que são as redes sociais, algumas por falta de experiência nessa área e outras por receio dessa interação, gastam altas somas na compra de pesquisas de opinião. É interessante ter em mente que todo o tipo de pesquisa é enriquecedora quando estamos falando de varejo. No entanto, hoje é possível ter um feed back rápido e estratégico sobre sua marca e sobre seus produtos ou serviços por meio da web 2.0. E tudo isso, por um custo infinitamente menor e uma agilidade muito maior do que a contratação de uma pesquisa de opinião tradicional.

Por meio das redes sociais você pode lançar perguntas sobre sua marca e esclarecer dúvidas de seus consumidores, ou seja, você pode saber, com certeza e de forma igualmente mensurável, o que o seu consumidor quer saber ou espera do seu produto. Além disso, é possível lançar uma enquete para que seus clientes escolham o modelo preferido de um produto, a cor e até o sabor de algo que você ainda vai lançar. Você ouvirá reclamações, mas mesmo esses posts, se bem trabalhados, podem ser revertidos positivamente para a imagem da sua marca.

Na web 2.0 é preciso ter em mente dois aspectos com imprescindível cuidado: o consumidor quer uma resposta rápida e sincera. Se esses dois pontos forem considerados, até os quadros mais pessimistas podem ser revertidos. Isto, porque as marcas que dão uma resposta rápida para as dúvidas e reclamações dos internautas passam uma sensação de proximidade e de personalização que todo cliente preza.


Por Conrado Adolpho

Vale a pena investir em redes sociais?



O boom das redes sociais não deixou dúvidas: se as marcas desejam se relacionar com os seus consumidores, devem estar presentes nestes canais. Não é mais novidade a presença das empresas em espaços virtuais como blogs e sites de relacionamento como o Orkut e o Facebook, além do microblog Twitter, fenômeno virtual do momento. Mas até que ponto vale a pena investir em mídia social? Para saber quais são as vantagens, desvantagens e principais características, o Mundo do Marketing conversou com profissionais que apostam em ações voltadas para as comunidades on-line.

Estes canais são base para relacionamento, pesquisa, promoção e tudo o mais que se possa imaginar em termos de estratégia de Marketing. Hoje, não há internauta que compre um produto sem antes fazer uma pesquisa no Google ou em fóruns e comunidades relacionadas à marca ou à categoria de interesse. São também as redes sociais que esses consumidores procuram quando desejam reclamar. E acredite: as críticas negativas às marcas ou aos produtos podem repercutir muito mais do que você pensa. Vide sites como o www.reclameaqui.com.br site que virou referência para os consumidores que não tiveram suas solicitações atendidas pelas empresas de forma satisfatória.

Mas qual é o papel das marcas nas redes sociais? De acordo com Alessandro Barbosa Lima (foto), CEO da E.life, empresa que monitora e analisa o conteúdo gerado na mídia social, a principal função das empresas é gerar relacionamento. “As pessoas que estão nas redes sociais procuram muito mais se relacionar, obter informações. Elas querem conversar”, aponta o profissional em entrevista ao Mundo do Marketing. Mas nem sempre é possível se relacionar com o seu consumidor na internet, como lembra o próprio CEO da E.life, o que não significa que as empresas não possam se beneficiar das redes sociais.

Monitorar, avaliar, criar pontos de contato e ativá-los
“Muitas empresas já têm pontos de contato tradicionais como 0800 e e-mail que não funcionam bem. Enquanto não resolverem esses problemas, não podem se aventurar nas redes sociais. Isso apresentaria mais ameaça do que oportunidade”, explica o especialista. Para isso, é necessário que todas as marcas, sem exceção, sigam os dois primeiros passos indicados por Barbosa: monitorar e analisar.

Primeiro, é necessário que as empresas levantem dados quantitativos e depois informações qualitativas e conclusivas a respeito de seus consumidores na internet. A partir deste trabalho, as marcas são capazes de saber se os pontos de contato tradicionais estão funcionando ou falhando. O ideal é entender o que e onde o consumidor fala da marca, para depois realizar as duas últimas etapas sugeridas pelo CEO da E-life: criar pontos de contato e ativá-los.

Foi o que fez a Wine, site de e-commerce de vinho. Estando mais próxima do seu consumidor por ser uma loja on-line, a empresa conseguiu conhecer o seu público e criar mecanismos para se aproximar ainda mais dele. Para se relacionar com os internautas, a Wine criou um Twitter que recebe dicas sobre o universo do vinho. “Diferente de algumas empresas que trabalham o conceito de venda, procuramos focar o lado educativo”, diz Anselmo Endlich (foto), Diretor de Marketing e TI da Wine, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Marcas se unem aos blogueiros
A empresa também aposta em promoções exclusivas para o microblog para ampliar o relacionamento com os usuários. No começo do mês, a Wine lançou a ação “Você é o sommelier”. Quem desse mais “retwitts” – ação de encaminhar conteúdos postados adicionando “RT” antes do texto – ganharia um prêmio. A iniciativa buscou motivar a divulgação das informações postadas pela Wine.

Além do Twitter, a loja virtual também monitora e tem ações específicas para o Orkut e o Facebook, como cupons de descontos. A empresa ainda está concluindo o blog oficial da marca, que pretende seguir o mesmo conceito do perfil no Twitter e divulgar dicas para os apreciadores da bebida. Outra ação recente da Wine uniu o on-line ao off-line. A empresa realizou o “Blog com Vinho”, um evento com as principais blogueiras sobre o assunto para se aproximar do público e entender o comportamento dessas consumidoras.

O encontro resultou uma pesquisa com informações sobre como a mulher compra vinho, quais os principais fatores no processo de escolha, em que ocasião elas consomem, quantas vezes por semana, qual a faixa de preço, entre outros. Outra marca que se uniu aos blogueiros foi a Puma. A empresa realizou uma ação em parceria com 100 donos de blogs para promover o produto Puma Lift.

Relacionamento para ativar vendas
Cada blog parceiro direcionava os internautas para um concurso cultural que incentivava os consumidores a responderem a pergunta “O que é ser leve para você?”. Os autores das melhores respostas ganhavam o prêmio, assim como os blogueiros da página visitada. A ação contou ainda com divulgação em perfis do Orkut, Twitter e Facebook.

“A intenção era que os blogueiros também divulgassem a marca porque acreditam no produto. Tudo o que a gente faz em redes sociais tem que ser pertinente”, comenta Araken Leão, Vice-Presidente Digital da CasaNova Comunicação, agência responsável pela ação da Puma, em entrevista ao Mundo do Marketing. Segundo Leão, há espaço para todos nas redes sociais. “As marcas podem trabalhar desde o esclarecimento de produto até o monitoramento dos consumidores, que antecipa as tendências”.

Quando se conhece o consumidor e o terreno em que está pisando, é possível, também, aumentar as vendas pela internet, como fez a Pizza Hut do Rio Grande do Sul. Além de postar informações sobre a rede, a marca interage para fidelizar os internautas. Aqueles que têm maior presença nos canais em que a Pizza Hut está presente têm acesso a promoções relâmpagos e vantagens especiais.

Conhecer as ferramentas é essencial para não errar
Antes de começar a atuar em redes sociais, a empresa se preocupou em conhecer as ferramentas para não correr o risco de errar. “Procuramos nos precaver para que as possibilidades de erro diminuíssem. O maior equívoco das empresas é entrar nos canais sem estar estruturadas para atendê-los. Aqui temos um apoio intenso da área de comunicação. A decisão de ter um canal interativo precisa ter a consciência prévia da responsabilidade, senão a marca fica prejudicada”, aponta Henry Chmelnitsky, franqueado da rede no Rio Grande do Sul.

Outra empresa que utiliza as redes sociais para incentivar as vendas é o Ingresso Rápido. O site está investindo nos canais para comunicar a abertura de venda de ingressos para espetáculos e eventos e a ampliação de temporadas com apresentações extras. Não só uma excelente base de dados sobre consumidores, as comunidades virtuais também se apresentam como ferramenta para divulgação e prestação de serviços.

No Brasil, existem 46,7 milhões de internautas, segundo dados do Ibope Nielsen Online de agosto deste ano. Os números são suficientes para mostrar que o alcance da web ultrapassa qualquer meio de comunicação de massa tradicional. Em 2008, foram vendidos mais computadores do que TVs no país e os dados da pesquisa indicam que os brasileiros passam três vezes mais tempo on-line do que vendo televisão. Este cenário tende a se expandir: a média de crescimento da internet por aqui é de 22% ao ano.

Hoje, a rede já atinge aproximadamente 40% da população, enquanto os meios tradicionais apresentam crescimento moderado ou declínio. Focando apenas os homens AB, de 10 a 24 anos, este número sobe para 85%. A influência que a internet exerce sobre os consumidores é inegável. Mas não se pode negar também a influência que estes consumidores têm sobre a internet. E se eles estão em algum lugar, este lugar são as redes sociais e é para lá que as marcas devem voltar o olhar.


Por Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing

terça-feira, outubro 27, 2009

segunda-feira, outubro 26, 2009

profissional de comunicação nas mídias sociais


Como deve se comportar nas mídias sociais o comunicador, o jornalista, o empregado de grande empresa?

Recentemente, ganharam destaque as regras de conduta online lançadas pelo jornal Folha de São Paulo e pela Rede Globo
Em tempos de jornalismo beta, tais orientações soam contrárias à participação do público no trabalho jornalístico. Ou seja, o ideal seria incentivar o diálogo com os leitores, que podem ter uma participação efetiva na condução da apuração da informação, e não se distanciar deles.

Os jornalistas poderiam usar a web 2.0 para engajar a comunidade e criar a sensação de pertencimento, diminuindo a distância leitor-repórter que muitos dizem sentir. O profissional de comunicação pode propor debates, fazer perguntas, pedir indicações e, claro, receber feedback.

Ou seja, mostrar os bastidores da notícia (uma preocupação recorrente nesses manuais de conduta) não seria necessariamente algo ruim. Do contrário. Poderia enriquecer o trabalho.

Evidentemente, em certos casos, como material exclusivo ou temas polêmicos que revelados antes do tempo poderiam destruir reputações, a empresa jornalística poderia “segurar” a informação.

De toda forma, muitas empresas se beneficiam do capital social de seus funcionários quando eles recomendam conteúdo dos sites nos quais trabalham (citando links no Twitter, por exemplo).

Esses comunicadores usam sua reputação para atrair audiência. Para não criar conflitos, há quem cadastre dois perfis nas redes sociais. Um pessoal, destinado apenas aos amigos, e outro profissional. No primeiro, ficaria mais à vontade para divulgar fotos pessoais, por exemplo. O outro seria o espaço para sua persona pública.

Segundo a consultora Amy Webb, o debate está caminhando na direção errada. O foco deveria ser a segurança dessas atividades para não expor o sistema a invasões de hackers, por exemplo. “Ao acessarem redes sociais do trabalho, esses profissionais não estão apenas revelando seus pontos de vista, mas sim sua localização”, explica. Isso poderia gerar problemas de segurança e privacidade de TI (Tecnologia da Informação).

Etiqueta virtual?

Todavia, não se trata de uma postura nova. Há anos, empresas possuem manuais de conduta. Indicavam, por exemplo, quais as roupas mais “apropriadas”, que postura política é permitida… Agora estão adaptando essas normas para as mídias sociais.

No mundo, várias empresas de comunicação estão a fazendo o mesmo (dica do Granado ). A IBM também tem um manual de conduta online, mas inovou ao partilhar a construção do documento com os empregados, através da tecnologia wiki.

A postura da IBM poderia servir de referência, pois não apenas define o que deve ser evitado, como também incentiva o uso dessas novas mídias. A empresa aponta o que considera ser as melhores práticas, como evitar a publicação de conteúdo de forma anônima ou indicar onde trabalha.

O ideal seria que esses manuais tivessem caráter recomendativo, e não impositivo. Entretanto, há exagero dos dois lados. Certa vez, já escutei um chefe de TI dizendo que os funcionários da empresa ficavam perdendo tempo “em sites de jornais”.

Por outro lado, há quem passe o tempo de trabalho usando essas ferramentas de mídia social basicamente para fins recreativos e não para desempenhar funções relativas ao seu emprego. Claro, quebras na rotina são importantes para arejar a mente. Mas as empresas, cada vez mais, identificam excessos.

Para mim, é questão de tempo essas ferramentas começarem a ser ainda mais restringidas. Até porque outro problema é que, muitas vezes, são feitos comentários nessas redes sociais que podem ser considerados inapropriados pelas empresas. Já vi cada mensagem no Twitter…

O outro lado

A mídia pode ser social, mas a responsabilidade é corporativa. Antes de se portar como uma diva que acha que sua arte não é entendida pelos empresários, é bom atentar para o outro lado. A empresa tem de se preocupar com direitos autorais, comentários que podem dar margem a processos judiciais, revelação de dados estratégicos…

Na prática, é simples não cometer deslizes. Não precisa criar máscaras, é só usar o bom-senso, praticando online as mesmas regras de conduta da vida “real”. Você sai gritando pelas ruas comentários jocosos sobre outros profissionais e empresas concorrentes? Sai revelando nos corredores da empresa produtos e serviços ainda em gestação? Pois é…

Você também pode agir, basicamente, da forma que achar apropriado, mas sem esquecer que liberdade de expressão não lhe isenta de responsabilidades. Há conseqüências boas e ruins.

De toda forma, soa estranho escutar pessoas que não sabem o que é viver num regime de excessão usar a palavra censura nos mais diversos contextos. É outra palavra desgastada pelo uso inapropriado, o mesmo que ocorreu com o termo “atitude”. Parecem crianças mimadas que não aceitam qualquer tipo de orientação dos pais.

Acusam que não são compreendidas, mas dificilmente tentam se colocar no lugar do outro.

Por Charles Cadé
Webinsider

Medindo melhor os resultados


Ferramentas medem acessos a sites, envio de e-mail, adservers e presença de marcas em redes sociais. E geram uma quantidade enorme de dados que termina sem uso.Tome cuidado!

Quem já assistiu a uma corrida de Fórmula-1 sabe que os pilotos são monitorados à distância pelos engenheiros a cada metro da pista. Sabe-se em que trecho o piloto pode acelerar e ganhar tempo ou quando existe alguma falha de equipamento e o carro deve ser poupado. A estratégia de corrida é suportada por esses resultados e muda quando algo não vai bem.

E o que isso tem a ver com internet? Tudo. Assim como na F-1, nós temos a possibilidade de medir todos os resultados de ações digitais para conseguir resultados melhores. A diferença é que nem sempre utilizamos esses recursos ou, às vezes, os utilizamos com um potencial bem menor do que deveríamos.

Veja, por exemplo, o caso de e-mails. Na maioria dos casos, são medidos apenas aberturas e cliques. Poderia ser feito muito mais. Antes de enviar o e-mail definitivo, poderia ser feito um teste de diferentes abordagens (cores/imagens/texto) para ver qual tem mais resultado. Poderia ser medido o tempo que a pessoa passa no destino do clique, de acordo com a mensagem do e-mail. O envio poderia ser feito com o histórico de dias e horários com maior perspectiva de sucesso obtido em ações anteriores.

O mesmo acontece no caso de campanhas. Geralmente são medidas taxas de clique e impressões. Em um nível mais avançado, são medidos veículos e canais de maior sucesso. Existe muito mais a ser medido: a influência do tamanho e dos recursos da peça, diferentes abordagens de criação e todos os resultados pós-clique, como a execução de uma tarefa ou a profundidade de navegação. No caso de links patrocinados, poderia ser escrito um artigo à parte de tanto que os resultados influenciam sua utilização.

A cada dia surgem ferramentas que oferecem mais possibilidades de medir resultados. São aplicativos para medir acessos a sites, envio de e-mail, adservers e acompanhamento de presença de marcas em redes sociais. Essas ferramentas geram uma quantidade enorme de dados que geralmente termina sem uso ou em um relatório superficial.

Se fossem melhor aproveitados, esses dados poderiam oferecer uma série de informações e histórico para ações mais eficazes. Em um meio tão novo e carente de pesquisas como a internet, até mesmo compartilhar alguns desses resultados seria útil para o mercado.

Um dos grandes argumentos de venda da internet é a possibilidade de medir resultados. Será que estamos medindo o que realmente interessa?

Cezar Calligaris
Webinsider

Ao decidir manter um perfil no Twitter, a empresa deve definir o objetivo da ação, além do conteúdo e estilo das tuitadas. É um trabalho que pede bom


O Twitter tem sido bastante utilizado pela comunicação das empresas, pela facilidade de manter atualizadas as pessoas interessadas em seu produto. “Se todos usam e é gratuito, então por que não usar?”

Realmente o Twitter pode ser a rede social que melhor se adapta ao cenário corporativo e também uma excelente oportunidade para comunicação e relacionamento. Para fazer do Twitter uma ferramenta aliada dos negócios existem basicamente quatro aspectos importantes.

Planejamento

O primeiro passo para qualquer ação é o planejamento. O processo de planejamento é essencial para quem busca resultados e requer respostas para as seguintes perguntas:

  • Qual é o seu objetivo no Twitter?
  • Como atingir seu objetivo através da rede social?
  • Qual é o seu público e como encontrá-lo?
  • Qual será o conteúdo a ser colocado?
  • Como interagir com seu público?
  • Como utilizar a rede social para melhorar a sua empresa e avaliar a satisfação dos clientes?

As respostas podem vir com a ajuda de um brainstorm; criatividade e inovação fazem a diferença. As respostas - e também as perguntas - indicarão um propósito a seguir e ajudarão a empresa a se colocar adequadamente diante do seu público.

Criação

Envolve basicamente a criação do perfil, a personalização e a captação de seguidores.

É o momento de pensar em vários aspectos, como o nome a ser utilizado, a descrição do perfil e o endereço do site indicado.

Facilite a empresa a ser encontrada. O nome, obviamente, deve ser claro, curto e simples - o nome da empresa.

Na descrição, coloque o que sua empresa faz, o produto ou serviço principal, ou mesmo use o espaço para dizer o que está fazendo no Twitter.

Na personalização, elabore uma imagem de fundo com a sua cara e que transmita alguns valores da sua empresa. Pense na personalização do Twitter como um novo site que você está criando, levando em consideração a resolução de monitores e outros aspectos relevantes.

Na captação de seguidores está o passo mais importante, pois se você não tiver pessoas em sua rede, não vale o esforço.

O primeiro passo é identificar perfis no Twitter que seu público teria interesse em seguir.

Por exemplo, se você tem uma loja de materiais esportivos, procure seu público através do Twitter de algum grande portal de esportes ou procure Twitters de pessoas relacionadas à sua cidade e até mesmo ao seu bairro.

Se o propósito é atuar de forma mais objetiva e seu produto é retirado somente em mãos, siga perfis destes pessoas divulgando o seu; em conseqüência você despertará interesse em parte destes perfis, para quem o seu produto é relevante. Relevância é a palavra-chave.

Conteúdo

Agora que temos um objetivo, criamos a rede social e captamos seguidores, vamos socializar. A esta altura você já definiu o tipo de conteúdo que irá veicular e este é um passo importante para manter e crescer o número de seguidores.

Muitas empresas criam perfis no Twitter para colocar lá as mesmas propagandas todos os dias, para que apareçam sempre no painel de leitura dos usuários. Isso é spam. O tom totalmente comercial tem efeito negativo para o público.

Sobre conteúdo e o tom dos posts ou tuítes: você precisa ser sociável, criando textos comerciais sim, mas através de informação interessante sobre o seus produtos. Pense em dar dicas de utilização, peça sugestões sobre onde ou como melhorar produtos e serviços, realize promoções dentro do Twitter. Responda bem as perguntas e mensagens enviadas.

Um bom exemplo de conteúdo: a padaria tuíta “Pão quentinho em 5 min”. Existem de fato empresas vendendo desde pão quentinho até apartamento, que é o caso da Tecnisa.

Métricas

Para a correta mensuração, é preciso definir o objetivo final. Mais do que medir o tráfego que vem do Twitter para o seu site, você precisa saber se esse tráfego está gerando negócios. Se o objetivo é gerar mais orçamentos e cadastros no site, por exemplo, crie metas no Google Analytics que transformem esse orçamento ou cadastro em números.

Após definido claramente o objetivo, você precisa criar relatórios personalizados para identificar onde foram feitas as conversões. O objetivo destes relatórios é exatamente saber quanto e como o Twitter gera negócios.

Detalhe: não é da noite para o dia que o Twitter gera negócios. Você está lá para criar relacionamento com o seu público e o resultado de um bom trabalho de relacionamento é a geração de negócios.

É uma questão de custo e benefício. O custo de uma ação no Twitter é zero, mas precisa de recursos internos, pois é uma ação constante e que demanda tempo das pessoas envolvidas - até porque um perfil abandonado não é praticamente visto.

Por Fabio de Castro
Webinsider

Quando hackers mostram o rumo


Linus Torvalds, o criador do Linux, é considerado um dos maiores hackers de todos os tempos. É que, ao contrário do que se pensa, o hacker não é aquele programador mal-intencionado, que rouba senhas de banco ou cria vírus. Na origem, o termo designa o desenvolvedor que cria um software e abre seu código para o mundo. Demorou alguns anos, mas os governos ao redor do mundo estão, eles mesmo, se tornando hackers, disponibilizando bancos de dados para programadores interessados em criar sistemas que usem essas informações.


Agora, desenvolvedores, comunicadores e cientistas sociais estão usando aplicativos de web 2.0 com API aberta, como o Flickr e o Google Maps, para cruzar com dados governamentais e dispôr outro olhar sobre o que outrora eram só uma lista de números sem sentido. Crowdsourcing é como é chamado esse modelo de construção de ferramentas, que usa inteligência e mão-de-obra coletiva para encontrar soluções para problemas e criar novas tecnologias.


Esse movimento de cidadania 2.0 pode criar sistemas úteis para análise de dados de interesse público, como o tr3e, que compara em um mapa três modelos de metodologia de coleta de dados de desmatamanto do INPE. “Eu ficava confuso quando via os números, todos diferentes entre si, então tive essa ideia”, disse Thiago Carrapatoso, o idealizador do projeto. O tr3e só pode ganhar vida depois que Carrapatoso conheceu dois programadores que gostaram da ideia no Transparência Hack Day, um dos eventos que reúnem ideias e idealizadores.


No Brasil, esse processo está engatilhando. Recentemente, o governo federal convocou programadores interessados a investigar se é possível fraudar as eleições por meio de manipulação do sistema das urnas eletrônicas. Além disso, o Governo do Estado de São Paulo está desenvolvendo um projeto chamado de Governo Aberto, que tem por objetivo disponibilizar bases de dados e indicar aplicativos feitos com essas bases pelos programadores.



• Entrevista: Pedro Markun, do Transparência Hack Day

O analista de mídia social Pedro Markun ajudou a organizar o Transparência Hack Day, evento que reuniu programadores e idealizadores em São Paulo para buscar soluções de gestão pública através da web 2.0.

Para os programadores, qual o desafio de desenvolver esse tipo de ferramenta?
É bem comum, entre quem programa por prazer, ficar horas tentando resolver um probleminha. Ao colocar os programadores em contato com pessoas que têm outras visões, o desenvolvedor ganha uma outra concepção dos fenômenos e destina aquela energia pra algo produtivo.

É uma expressão de cidadania aplicada à web?
Sim. A cultura hacker, que está na essência do bom programador, não tem limitação por si. Você pode montar e desmontar qualquer coisa. Quando você adiciona a prática de cidadania, reveste isso de algo mais significativo.

Qual o papel da API aberta e dos ambientes colaborativos?
É a estrutura condicionante que permite que esse processo aflore. Essa interação só é possível porque temos um amplo calço formado por software livre e API aberto.

Como trazer mais pessoas ‘comuns’ para participar desse movimento?
É preciso sensibilizar as pessoas para a responsabilidade delas com relação à política pública. E ao produzir soluções que levem essa informação para o público final, a pessoa se dá conta de que é possível interferir nesse processo.

Você acha que esse tipo de “política 2.0” vai se tornar comum ?
O que eu vejo acontecendo é que a fronteira entre técnico e processo comunicacional está se esvaindo. A ferramenta de blog era algo complexo e já foi apropriada por todo mundo.

Qual o interesse do poder público na construção de ferramentas assim?
Mais do que interesse, é um dever do Estado fornecer essas informações. Quando um governo abre a API, ele está dividindo a responsabilidade de melhorar esse 'software' com toda a sociedade.

Por Ana Luiza
Webinsider